O SETE ESTÁ
DE VOLTA
O Theatro Sete de Abril, um dos maiores símbolos da cultura e da identidade de Pelotas, reabriu após 16 anos e está pronto para te receber

Em 192 anos de história, o Theatro Sete de Abril já funcionou
como salão de bailes, eventos sociais, cinema, sede
de festivais internacionais de teatro (1958-1963 foi “a era
de ouro”), que trouxeram a Pelotas grupos de todo o Brasil,
do Chile, do Uruguai, da Argentina; e até como quartel, por
10 anos, durante a Guerra dos Farrapos.
| INFOGRÁFICO

| CAPACIDADE
Atualmente o teatro conta com 475 lugares, distribuídos em 4 áreas:
Plateia 218 lugares
Camarotes 1ª ordem 104 lugares
Camarotes 2ª ordem 108 lugares
3ª Galeria 44 lugares
| ACESSIBILIDADE
O teatro ganhou 4 espaços para cadeirantes e 6 assentos para pessoas obesas. Além disso, conta com elevador de acesso ao foyer e camarotes, um elevador plataforma para acesso ao palco, banheiros PCD e família.

| HISTÓRIA
Conhecendo a história do Theatro Sete de Abril
Ao reabrir suas portas, no dia 7 de julho de 2026, o Theatro Sete de Abril reassume o posto de quarto teatro mais antigo em atividade do Brasil (veja box) e primeiro do Rio Grande do Sul.
O Theatro Sete de Abril foi inaugurado em 2 de dezembro de 1833 – embora as obras tenham sido concluídas e ele aberto ao público, efetivamente, em 1834 (data que consta na fachada do prédio).
A data de inauguração foi escolhida para prestar homenagem ao aniversário de Dom Pedro II (2/12/1825).
O nome “Sete de Abril”, faz alusão à data em que Dom Pedro I abdicou do trono e passou ao filho Dom Pedro II (7/04/1831), então com cinco anos de idade, o título de Imperador do Brasil, “mas D. Pedro II só subiria efetivamente ao trono 10 anos depois (ao lado), quando assumiu o poder mesmo antes de completar a maioridade dos 18 anos. Daí em diante, D. Pedro II governaria o país por 47 anos, até 1889”.
“Em 1831, um armazém instalado onde hoje é o centro de Pelotas deixava de acumular poeira para se transformar em um dos principais palcos da cultura no Rio Grande do Sul. Surgia o embrião do Theatro Sete de Abril. O nome é uma homenagem à data em que um Dom Pedro II ainda criança, naquele mesmo ano, ascendia ao trono de imperador do Brasil. No alvorecer, o garoto, então com cinco anos, acordou com a coroa em seu leito. Era a herança legada pelo pai, Dom Pedro I, que abdicara para tentar recuperar o poder em Portugal. O dia 7 de abril e sua marca histórica emocionaram os ilustres moradores que haviam decidido construir um templo à arte. Ainda sob o nome de Freguesia de São Francisco de Paula, Pelotas viria a ser elevada à condição de Vila no ano seguinte.”
“O charque movia a economia. O comércio de carne seca, sebo, língua, graxa e couro, fruto de cerca de 30 charqueadas, que abatiam, cada uma, algo em torno de 500 cabeças de gado por dia, escoava por meio de embarcações que saíam das margens de água doce do Canal de São Gonçalo em direção ao mar salgado da Barra do Rio Grande. Do porto, os produtos partiam a caminho do Rio de Janeiro, da Bahia e das Antilhas. A fortuna que jorrava do charque também alimentava hábitos refinados da burguesia local. Eram tempos da fartura. Foi esse dinheiro que financiou a construção do Sete de Abril. Antes da conclusão das obras, porém, já eram encenados espetáculos no antigo galpão, por vezes chamado de teatrinho ‘Sete de Abril’ numa clara alusão ao futuro edifício que começara a ser erguido.”


Fonte: SANTOS, Klécio. “Sete de Abril: O teatro do imperador”. Porto Alegre: Libretos, 2012.
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